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  • Foto do escritorDébora C. Rosa de Paula

Sonho Machu Picchu – Parte II HUARAZ

Atualizado: 19 de set. de 2020

Lima – Huaraz

Meu sonho Machu Pichu estava se tornando realidade, então eu precisava obter o máximo de informações para otimizar o meu tempo. Uma coisa era certa, meu sonho seria o último destino, tinha que ser a cereja do bolo. Então definimos que o inicio das férias seria pela região norte do Peru, na cidade de Huaraz, á 8 hrs de ônibus da capital Lima.

Huaraz se tornou um desejo, quando você vê fotos de um lugar tão mágico, e lindo, você almeja alcança-lo, e eu fiz de tudo pra conseguir. A melhor citação sobre esse lugar vem de um rapaz que conhecemos lá: “Huaraz, lugar mágico de importantes nevados e cultura milenar, de costumes ancestrais de encanto e mistério, de céu e estrelas.” (Scheler).

O melhor achado foi o Scheler, ele possui um Hostel e também organiza diversas expedições. Fechamos a hospedagem, translado e todos os passeios com ele. Nossa única preocupação era com o horário de levantar. Ele nos informou tudo que precisávamos saber sobre os passeios, transportes, alimentação, e também sobre o mal de Soroche (mal de altura).

Para evitar ficar mal com a altitude, fizemos tudo que nos foi dito pra fazer, que era basicamente tomar muito chá da folha de coca. Tive uma pequena queda de pressão na minha chegada a Huaraz, onde precisei subir dois lances de escada. Depois disso tomei chá em todos os lugares possíveis, masquei a folha (fornecida no Hostel do Scheler) e comprei balas. Não tive mais nenhum problema. Existem relatos de pessoas que perdem até 2 dois dias de passeios por conta do mal de altura, os sintomas são em geral dores de cabeça e vômito. Minha dica é qualquer oportunidade tome o chá. Em Huaraz e em Cusco o chá é servido em lojas, hotéis, acampamentos, restaurantes do centro e de beira de estrada.

Mascar folha de coca é um hábito muito comum e legal no Peru e na Bolívia. Ela funciona como estimulante, atuando como vasodilatadores, com ação antioxidante, e inibidor de apetite. Ela não vicia, não possui nenhum tratamento químico. Nós trouxemos o que nos restou das folhas secas, e das balas para o Brasil, não para usar, apenas para mostrar para os amigos e familiares.


Nosso Roteiro em Huaraz:


Primeiro dia fizemos o trekking de aclimatação GLACIAR PASTORURI; a van passou pra nos buscar por volta das 9 da manhã, passamos por um restaurante/lanchonete nosso guia obrigou a todos tomar uma caneca de chá de coca, onde todos obedecemos. E também escolhemos nosso “almoço”, no cardápio tinha truta (trucha) e frango (pollo ou gallina), preparados de várias maneiras.

O Glaciar Pastoruri, fica na parte sul da Cordilheira Branca, na região de Áncash, infelizmente daqui á alguns anos deixará de existir, a expectativa é de menos de 10 anos, devido ao aquecimento global.

O percurso é longo, porém muito tranquilo de se fazer. Chegamos até o glacial, começou a nevar, foi um momento incrível, minha primeira experiência com neve.



Segundo dia, Laguna Parón este percurso é muito utilizado para aclimatação, pois seu mirador fica a 4200 metros de altura. A vista é cercada de vários picos cobertos de neve que podem chegar a 6,200 metros. É possível acampar nas margens oeste e leste e, a partir do extremo leste, uma caminhada fácil pode levar à impressionante pirâmide ou Artesonraju.

O lago Parón é o maior lago da Cordilheira Branca, localizado no parque Huascaran a 32 km da cidade de Caraz, onde pode se tomar o melhor gelato de maní da região.

Durante o trajeto tivemos a benção de ter pouca chuva, em apenas um curto período de tempo. Subimos uma montanha de pedras de calcário para chegar ao mirador. O percurso foi um tanto acidentado e difícil, em alguns momentos perigoso, tinha que andar com muita cautela e atenção, mas todo o percurso valeu a pena, a vista era simplesmente incrível. Sou apaixonada por esse lugar!




Neste dia quando chegamos ao Hostel estávamos cansados e ansiosos para o nosso último dia em Huaraz. Pedimos para o Francisco, um rapaz muito simpático e prestativo que trabalha com o Scheler, providenciar nossa janta, que foi ¼ de frango na brasa, salada e batatas fritas, que saiu por R$ 12,50 (prato individual).

Terceiro dia tínhamos de estar prontos ás 5 hrs da manha, destino Laguna 69. Conhecido por ser o trajeto mais difícil de Huaraz. Nossa primeira parada foi em uma estrada á caminho do parque para um café da manhã reforçado, que consistia em café, chá de coca, frutas, ovos mexidos. Lá era o encontro de vários grupos que também estavam indo para o mesmo desafio. No início da trilha você caminha por trechos plainos, com muitas vacas que moram no parque (uma delas lambeu meu braço), tem algumas placas indicando o caminho, e algumas ruínas, casinhas de pedras. Quando você inicia a subida, ela é terrivelmente inclinada, são cerca de 3 hrs de subida, eu fiz em 5,5 hrs, fiquei extremamente cansada, meu emocional me abalou, chovia, fazia frio, ventava, eu só queria ficar paradinha, não tinha forças. Nessa hora sugiro que você caminhe devagar, mas não pare nunca. Os seus músculos vão protestar, mas não pare. Não deixe seu psicológico te afetar. Se você não concluir o percurso vai se odiar. A chegada é a melhor coisa da vida. Você vai poder dizer “Eu consegui, eu cheguei!” a descida foi tão leve, eu estava tão feliz que fizemos ela em cerca de 1,5 hrs.




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